Novo ataque ao sistema eleitoral

Jair Bolsonaro faz grave denúncia sobre urnas na Bahia em 2022

Sem provas, Jair Bolsonaro faz grave denúncia sobre urnas na Bahia em 2022
Foto: Anderson Riedel/PR

Em nova tentativa de justificar a derrota nas eleições presidenciais de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), sem provas, fez uma grave denúncia com relação às urnas eletrônicas e envolvem o estado da Bahia.

Em entrevista ao Podcast do jornalista Léo Dias, o liberal, ao novamente criticar o sistema eleitoral brasileiro – que contribuiu para a eleição dele, em 2018 -, disse que as urnas, na Bahia, foram encerradas a 0h.

“O grande problema da Bahia. As eleições, em grande parte das sessões, vão até meia-noite. Repito, meia-noite. O que diz aí a legislação? Você tá votando até as 17 horas, caso tenha alguém na fila, vai pra dentro. Na Bahia, acabaram em grande parte oito da noite. Depois 10h, algumas até 23h59. Alguma coisa aconteceu”, declarou o ex-presidente.

A declaração vem no âmbito da denúncia enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele, além e da inelegibilidade determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro afirmou que “não teria como perder” contra Lula nas urnas.

Sem poder concorrer em 2026, conforme a decisão da Corte, o ex-presidente também ressaltou que deseja que as eleições sejam realizadas de maneira clara, para que todos os brasileiros compreendam o processo.

Saiba para onde Jair Bolsonaro deve ser levado em caso de eventual prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser levado a uma unidade militar em caso de condenação no processo que investiga a trama golpista de 2022. A denúncia contra Bolsonaro foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e, segundo informações da Folha, generais do Exército avaliam que ele teria direito a cumprir a pena em uma prisão militar, por ser capitão reformado.

Nesse cenário, o ex-presidente ficaria detido em condições menos desfavoráveis, considerando suas prerrogativas como ex-chefe de Estado. Uma das possibilidades seria improvisar um espaço para prisão especial no Comando Militar do Planalto, sediado em Brasília. No entanto, os militares ressaltam que essas avaliações são conjecturas e só entrarão em pauta se Bolsonaro for condenado.

Quatro generais ouvidos pela publicação afirmaram que, em caso de condenação, a Corte deveria conceder a Bolsonaro uma prisão especial, seguindo precedentes como os dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (MDB). Lula cumpriu 580 dias de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em um dormitório adaptado com cama, mesas, banheiro e televisão. Já Temer ficou em uma cela especial na Superintendência da PF em São Paulo, com estrutura semelhante.