Uma corrente do PDT baiano vem defendendo o retorno da sigla à base do governo Jerônimo Rodrigues (PT), de forma institucional. Segundo um membro desse grupo, isso se justificaria devido ao fato de, dos oito prefeitos eleitos pelo partido, em 2024, sete já fazem parte da base do gestor petista.
A única que ainda estaria fora dessa relação é a prefeita de Morro do Chapéu, Juliana Araújo. “Se as bases do PDT forem consultadas sobre esse assunto, como sugeriu na semana passada o deputado federal Leo Prates, a tendência será a retomada dessa parceria com o governo do Estado. A maioria dos nossos prefeitos já votou em Jerônimo em 2022 mesmo a Executiva do partido na Bahia tendo ficado com ACM Neto”, disse o coordenador do movimento municipalista do PDT da Bahia, o ex-prefeito de Araci, Silva Neto.
O pedetista, primeiro suplente na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ainda rebateu entrevistas concedidas pelo deputado federal Leo Prates (PDT), que se manifestou a favor de o partido seguir na oposição e apoiar a candidatura de ACM Neto (União) ao Palácio de Ondina em 2026.
Outro ex-prefeito do PDT que defende a retomada da aliança com o PT é Luciano Pinheiro, de Euclides da Cunha. Segundo ele, apesar do discurso “mais radical” de Leo Prates, o PDT autêntico “nunca foi netista”.
O ex-prefeito de Euclides da Cunha Luciano Pinheiro é outro pedetista que defende o apoio a Jerônimo. “O PDT autêntico nunca foi netista, diferentemente do deputado Leo Prates, que tem adotado um discurso mais radical.
“Defendemos que o deputado Félix Mendonça Júnior, presidente do partido na Bahia, lidere essa reaproximação com o governo. A oposição não nos levará ao crescimento desejado para 2026”, declarou.