Diante do rompimento do PP com o PT e o grupo aliado do governador Rui Costa (PT) e possível aliança com o União Brasil (UB), de ACM Neto, o PDT pretende preservar o espaço na chapa majoritária e no arco de aliados.
"Eles têm o espaço deles [PP], pelo visto no Senado. Então espero que não [perder espaço], espero que nada mude", afirmou o deputado federal nesta terça-feira (15).
Com acordo selado na Bahia, em troca de palanque para Ciro Gomes, o partido, presidido por Félix Mendonça Jr., pretende indicar a vice na chapa, enquanto o agora ex-vice-governador João Leão (PP) concorreria ao Senado.
Em conversa com o Portal Salvador FM, Félix avisou que aguarda um desfecho até o fim da semana, com o martelo batido, no máximo, na próxima segunda-feira (21).
Ele garante ainda que, até o momento, não foi procurado pelo PT para tentar levar o partido para a base aliada, mas que se mantém disponível para dialogar com todas as frentes. "Sou educado, eu ouço e converso com todo mundo", disse. Qualquer alteração no cenário, diz o parlamentar, deverá ser comunicada pelo próprio ACM Neto.
"Temos compromisso já encaminhado com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e qualquer mudança teria que partir praticamente dele", ponderou.
Se o PT ainda não procurou Félix oficialmente, o assédio de correligionários ligados ao governo para tentar seduzir o partido não para. Nesta segunda-feira (14), o presidente da sigla no estado recebeu em seu gabinete o deputado estadual Roberto Carlos, aliado do governo Rui Costa (PT).
"É um deputado muito ligado ao governo e que sempre está tentando levar o partido para o lado do governo", relatou.
A única certeza do PDT, garante Félix, é que qualquer um que pretenda continuar na legenda, deverá seguir o partido no apoio às candidaturas escolhidas.
"Independente do rumo que o partido tomar, o que não pode ter são pessoas divergentes, não vou aceitar", avisou Félix, que já tem como certa as baixas de Alex Santana, deputado federal, e Samuel Jr., estadual – ambos bolsonaristas.