Um promotor público saudita afirmou que o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em Istambul (Turquia), foi premeditado, segundo informou a TV estatal al-Ekhbariya nesta quinta-feira (25).
Um relatório divulgado pela TV estatal indica que promotores estão interrogando suspeitos de envolvimento no caso com base em informações fornecidas por uma força-tarefa conjunta turco-saudita.
Na quarta-feira (24), o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, afirmou que o assassinado do jornalista é "doloroso" e que a "justiça irá prevalecer".
Investigação
Segundo a CNN Turk, a polícia turca investiga amostras de água coletadas de um poço no consulado saudita, em Istambul. Apenas na quarta as autoridades turcas receberam permissão saudita para inspecionar o poço.
A diretora da CIA, Agência Central de Inteligência norte-americana, se reúne nesta quinta com o presidente Donald Trump para passar informações sobre o caso. Gina Haspel, diretora da CIA, recebeu informações do Serviço de Inteligência Turco sobre provas vinculadas à morte do jornalista.
Haspel escutou uma gravação de áudio do assassinato do jornalista durante visita à Turquia nesta semana, segundo a Reuters. Autoridades turcas tinham dito anteriormente ter uma gravação de áudio supostamente documentando o assassinato de Khashoggi no interior do consultado saudita em Istambul.
O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, já disse que o colunista do jornal Washington Post e crítico da liderança saudita foi morto em um "assassinato selvagem", e exigiu que Riad puna os responsáveis, não importa o qual importante eles sejam. Autoridades turcas suspeitam que Khashoggi foi assassinado e esquartejado por agentes sauditas dentro do consulado.
G1 // AO