O bloco do Ilê Aiyê fez os foliões vibrarem na noite deste sábado (1º), percorrendo um trecho que segue da Senzala do Barro Preto, no Curuzu, até o Campo Grande.
Enquanto o bloco de 50 anos de história passava, diversas pessoas se emocionavam com a festança. “O Ilê, essa cerimônia, traz a ancestralidade para todo o povo preto e para todo o povo do Ilê”, declarou a foliã Lidiane, que acompanha o Ilê há mais de 20 anos.
“É uma paixão antiga, e o melhor momento para mim aqui é a cerimônia. O coração bate mais forte, é amor, porque o Ilê de fato é o primeiro bloco afro do mundo e ensina a gente a resistir. Não só no Brasil, como na Bahia (…) É um amor incondicional”, afirmou.
Não só os baianos que já acompanham o Ilê Aiyê se divertiram, mas também os novos moradores de Salvador. Mácia e Olival, casal que chegou de São Paulo há dois anos, declarou ter ficado “arrepiado” com a passagem do bloco.
Um turista, também de São Paulo, afirmou ser o terceiro ano curtindo o Ilê Aiyê no Carnaval. Para ela, o que mais encanta no bloco e na Bahia é “a magia da ancestralidade”. “A gente poder ser exaltado, nosso povo ser exaltado, lindo, belo, é uma história (…) Eu amo o Ilê, eu amo Salvador, é o meu país”, afirmou.
O bloco do Ilê Aiyê completou 50 anos no ano passado. Foi criado em 1º de novembro de 1974, no bairro da Liberdade, em Salvador, como um grupo de resistência e fortalecimento dos movimentos que lutavam pela valorização da cultura negra.
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