O técnico do Bahia, Rogério Ceni, abriu o jogo sobre o interesse do Botafogo em Cauly. Em entrevista realizada depois do empate por 1 a 1 com Internacional, na Fonte Nova, nesta quinta-feira (3), pela Libertadores, o treinador negou uma proposta concreta e defendeu a permanência do camisa 8.
O meia Cauly despertou interesse do Botafogo, que chegou a projetar adicionar mais um atleta na negociação. Dessa forma, além do valor pago por Cauly, o clube carioca estava disposto a ceder o atacante Matheus Martins ao Bahia. Vale destacar que a ida do jogador ao Fogão seria um pedido do treinador Renato Paiva, que também esteve envolvido na chegada do meia ao Bahia em 2023. No entanto, a diretoria do Esquadrão descartou as negociações nesses termos.
Assim, Rogério Ceni negou qualquer proposta oficial e afirmou que do que depender dele, Cauly segue no Bahia. O comandante tricolor ainda disse que as falas a cerca da possível negociação são formas de “tumultuar o ambiente”.
“Não tem proposta alguma, ao menos é o que foi passado da direção para mim. Não temos interesse na troca ou coisa assim. O Cauly é nosso jogador e queremos que fique. É muito fácil querer tumultuar o ambiente dos outros, apresentar proposta que é bom, nada”, explica Ceni.
Cauly pelo Bahia
Cauly chegou ao Bahia em 2023 sem holofote. Antes do Tricolor, o baiano de Porto Seguro atuou no futebol alemão e na Bulgária, contudo nunca tinha defendido as cores de um clube brasileiro. Com um forte poder de criação e drible curto, Cauly logo ganhou destaque no cenário nacional e despertou interesse de outros clubes, como o Palmeiras.
Após a chega de Everton Ribeiro, o camisa 8 perdeu espaço, chegou a oscilar de rendimento e atualmente alterna entre titular e reserva, a depender do esquema montado por Ceni. Ao todo, Cauly já disputou 127 jogos pelo Bahia, marcou 21 gols, deu duas assistências e dois títulos do Campeonato Baiano (2023 e 2025). Neste ano, entrou em campo 18 vezes, fez dois gols e deu duas assistências.
“Ele é importante para o nosso sistema de jogo. Hoje [contra o Internacional] foi usado para dar superioridade ao meio-campo. Nós achamos que ter a bola era importante”, destaca Rogério Ceni sobre a importância de Cauly.
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