O rompimento entre o rapper Emicida e seu irmão e ex-sócio, Evandro Fióti pegou muitos fãs de surpresa. Uma disputa judicial envolve o Laboratório Fantasma (Lab Fantasma), empresa que ambos criaram em 2009, no caso, há destaque para divergências societárias, acusação de desvio de R$ 6 milhões e alegações de descumprimento de contrato.
‘Informamos que, a partir desta data, Evandro Roque de Oliveira (Fióti) não representa mais os interesses da carreira artística de Leandro Roque de Oliveira (Emicida)’, diz a nota. O post foi bloqueado para comentários.
No mesmo dia, Fióti também compartilhou um comunicado nas redes sociais anunciando o início de uma ‘nova fase na sua trajetória profissional’.
‘Após 16 anos à frente da Laboratório Fantasma — grupo empresarial fundado ao lado do irmão Emicida, do qual é sócio, e um dos mais relevantes da cena independente — o empresário e artista Evandro Fióti anuncia o início de uma nova etapa em sua carreira’.
A divergência entre os irmãos começou em novembro de 2024, quando Emicida propôs a retirada de Fióti da sociedade. Em dezembro, as partes firmaram um acordo para formalizar a decisão, mas Fióti sustenta que as partes não cumpriram os compromissos.
Briga judicial
Nesta terça-feira (1), a situação ganhou novos capítulos: Notícias que Emicida teria acusado o irmão de ter desviado mais de R$ 6 milhões da Lab Fantasma ao longo de 16 anos circularam pela internet. Emicida apresentou a acusação como defesa em um processo no qual Fióti tenta impedir que o rapper tenha controle exclusivo sobre a empresa.
A defesa de Emicida sustenta que, entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, valores foram transferidos da conta corporativa da Lab Fantasma para a conta pessoal de Fióti.
Em março de 2025, Emicida decidiu anular a procuração que dava ao irmão acesso às contas da empresa, o que levou Fióti a processá-lo no início de março, na Justiça paulista, alegando que ele o afastou da gestão sem acordo, conforme informações do g1.
Os advogados de Emicida dizem que ele sempre exerceu mais poder do que Fióti na empresa, eles alegam que 80% dos ativos da empresa vêm da carreira do rapper e que ele optou por manter uma “expressiva parte” de seus ganhos nas contas da Lab Fantasma por conveniência. Emicida declarou à Justiça que a divergência se deve ao fato de o irmão também considerar insuficiente sua remuneração mensal de R$ 40 mil. Assim, o músico quer desvincular sua carreira da gestão compartilhada com Fióti.
Após a repercussão, Fióti se pronunciou negando qualquer desvio e afirmando que todas as movimentações seguiram os procedimentos financeiros acordados entre eles. Além disso, segundo ele, a divulgação parcial das informações distorce os fatos e será contestada legalmente.
Veja comunicado:
Lab Fantasma
A Lab não é apenas uma marca de roupas, mas também a responsável pelo gerenciamento de carreira de Emicida, Rael e Drik Barbosa. Criada em 2009 pelos irmãos no Jardim Cachoeira, na Zona Norte de São Paulo, a empresa afro-empreendedora cresceu e se consolidou no mercado.
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