A lendária cafetina Renildes Alcântara dos Santos, mais conhecida como Dona Cabeluda, foi velada e sepultada nesta terça-feira (7), em Cachoeira, no Recôncavo baiano. A cerimônia reuniu centenas de pessoas nas ruas da cidade histórica.
O velório foi realizado na Câmara de Vereadores – antiga Casa de Câmara e Cadeia, na Praça 25 de Junho. Em seguida, a multidão seguiu para o Cemitério da Piedade em cortejo ao som do clássico "Pagu", de Rita Lee, que exalta a vida da paulista Patrícia Galvão, mulher de comportamento livre e à frente do seu tempo.
"Porque Dona Cabeluda foi revolucionária e merecia uma música à altura", justificou a historiadora Gleysa Teixeira, em comentário feito em um vídeo compartilhado por ela no Instagram. As imagens mostram o cortejo fúnebre sobre os paralelepípedos do município.
Dona Cabeluda faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira, aos 79 anos, devido a complicações na saúde.
Cortejo fúnebre de 'Dona Cabeluda' atrai multidão ao som de Rita Lee em Cachoeira pic.twitter.com/catMA9E2Xe
— Portal Salvador FM (@PortalSsaFM) May 8, 2024
Gleysa é autora do livro "Uma História de 'Cabeluda': Mulher, Mãe e Cafetina". A publicação independente narra a vida da dona de brega mais famosa do Recôncavo da Bahia.
"Sua presença marcante e seu legado deixam uma profunda saudade em nossa cidade. Dona Cabeluda foi uma figura querida e respeitada, cuja história virou o livro: Uma História de “Cabeluda”, uma obra da historiadora Gleysa Teixeira que consagrou-se como o livro mais vendido em Cachoeira e em outras cidades", destaca a nota de pesar emitida pela Prefeitura Municipal.
Foi a historiadora, escritora e mestra em Ciências Sociais que comunicou nas redes sociais – aos prantos – o falecimento de Dona Cabeluda, na segunda-feira (6).