A solenidade de passagem do comando-geral do Corpo de Bombeiros, na tarde de terça-feira (31), foi marcada, além da posse coronel BM Aloísio Mascarenhas Fernandes no posto, pelo discurso emocionado e em tom de desabafo por parte do antecessor de Fernandes no posto: o também coronel BM Adson Marchesini, que estava no cargo desde janeiro de 2021.
No evento, que aconteceu Instituto Militar de Ensino Superior de Bombeiros (Imesb), em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS), contou com as presenças de nomes como o do governador do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), e do secretário de Segurança, Marcelo Werner.
Em seu momento de discurso (veja vídeo abaixo), em direção ao titular do Palácio de Ondina, Marchesini não escondeu sua insatisfação com a exoneração do cargo de comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do estado da Bahia (CBMBA).
“Quando tomei conhecimento que fui exonerado, não vou mentir, fiquei muito triste com o senhor”, disparou Marchesini.
“Não que essa palavra raiva eu não tenho, mas era aquele sentimento de dor, porque o que foi que errei para ser exonerado do Corpo de Bombeiros? Uma instituição que lutei”, prosseguiu ele, revelado que ficou surpreso ao saber que seria exonerado, sem qualquer conversa prévia.
“Saí para trabalhar de manhã, como sempre saí, lutando pelas ideias do bombeiro. Quatro horas da tarde, eu fui chamado para dizer, ‘Você não é mais comandante do bombeiro, amanhã sai sua exoneração’. Isso me doeu muito. Isso, com todo carinho e sentimento de carinho, de respeito que eu tenho, isso me machucou muito. Eu não dormi aquela noite buscando uma resposta”, revelou.
Ainda durante a fala, em tom ainda mais emocionado, Adson comentou inclusive que a saída dele teve impacto dentro da própria família.
“Não vou mentir ao senhor, aquilo me doeu demais e foi a primeira vez que eu vi minha filha chorando. Eu nunca vi essa praguinha chorar assim, mas naquele dia de noite ela chorava demais, porque ela não entende”, pontuou Adson Marchesini.