O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid deve perder a patente e ser expulso do Exército, caso seja condenado na Justiça comum pela participação na venda de joias presenteadas ao governo brasileiro e desviadas do acervo presidencial. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo neste sábado (19).
Segundo militares ouvidos pela reportagem, após condenação, Cid "vai pro barro". A gíria é usada por um oficial que comentou a situação, e significa a punição de um militar. Após vai e vem de versões, Cezar Bittencourt, novo advogado de Cid, afirmou que o cliente apenas cumpriu ordens de Bolsonaro. Antes, o advogado havia negado participação do cliente.
Cid está preso há três meses e meio num batalhão da Polícia do Exército em Brasília sob suspeita de ter falsificado cartões de vacinação de Bolsonaro e familiares e é investigado em outros casos, como o do vazamento de dados sigilosos sobre a urna eletrônica e os ataques golpistas do 8 de janeiro.