O tenente-coronel Alexandre Augusto Piovesan, um dos militares presos no escândalo da carga de 39kg encontrada em um avião da Força Aérea Brasileira, teve acesso e usou o cartão corporativo da presidência em 2019, durante o governo Bolsonaro.
A informação foi revelada em trabalho conjunto pelos jornalistas Cléber Lourenço e Diego de Abreu, com base em requisição apresentada pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que cobrava transparência do uso do cartão no período referido.
De acordo com as planilhas que foram publicizadas no dia 6 de janeiro deste ano, foram gastos R$ 27,6 milhões entre 2019 e 2022. No entanto, no Portal da Transparência, a quantia ultrapassa os R$ 75 milhões.
A resposta ao requerimento informava que 32 pessoas utilizavam o cartão, entre elas o tenente-coronel. No total, eram 15 militares, sendo sete da ativa e oito da reserva.
Na lista, o nome do tenente-coronel, preso junto com o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, flagrado pela polícia espanhola, no aeroporto de Sevilha, com quase 40kg de pasta base da droga.
Também foram detidos durante a investigação o sargento Márcio Gonçalves de Almeida, o sargento Jorge Luis da Cruz Silva e Wikelaine Nonato Rodrigues, mulher de Rodrigues.